Uma dica: leia escutando Blue Skies For Everyone, Bob Schneider.
Domingo. Mais um domingo noturno que eu me encontro sentada em qualquer lugar confortável com qualquer tipo de televisão ligada em algum filme que eu não estou prestando atenção; não enquanto não escuto uma boa frase que me faça pensar em algum momento que não soube resolver algum pequeno (ou macro) problema, me fazendo chegar à alguma conclusão filosófica sobre algum tópico da vida. Hoje não precisei de um filme para isso. "Quando um problema se resolve, dez aparecem piores" foi a conclusão que cheguei hoje logo pela manhã...
"Mas você não pode reclamar da vida! Tem um bom emprego, uma família que te ama e ainda tem um ótimo nível de vida!" É, eu sei. Com tudo isso em mãos, ninguém me perguntou se eu SOU feliz. Perguntam sempre se ESTOU feliz. Ser e estar são verbos diferentes, infelizmente. Nasci feliz e apaixonada. São características minhas porém ninguém entende que o meu "feliz" não significa sorrir a toda hora e rir por qualquer coisa. Não preciso sorrir para eu saber que estou feliz. Há 10 anos talvez fosse assim. Mas em 10 anos, muita coisa mudou.
Domingo. Como em todas as noites de domingo, eu deito meus cachos no meu travesseiro, fecho meus olhos pensando até pensar inconsciente: "só mais essa semana flor de lavanda, é só mais essa semana". Fico inconsciente e sonho o que mais ninguém pode saber, afinal de contas, para o restante do meu círculo social, eu já estou excêntrica demais, não quero que, além de excêntrica, me chamem de louca.
Durmo pensando "só mais essa semana" para achar que só tenho mais a próxima semana de vida e assim, tentar viver de uma forma mais intensa, como se realmente fosse morrer na semana seguinte. Tem dado certo. Ao menos, meu desejo de ficar invisível diminuiu; agora desejo ficar com ele, invisíveis.
Última semana, estou preparada para você.
Nenhum comentário:
Postar um comentário