Uma infinidade de tempo sem digitar nada mas bom, agora é definitivo: eu moro em outra cidade. Além de morar em outra cidade eu ainda tenho o novo cargo de universitária/bixete, o que faz de mim semi-escrava dos veteranos. Não que isso seja ruim, afinal isso mostra a hierarquia na faculdade que pode ser muito bem transferida para as questões futuras na minha vida [não só na minha, dik].
Minha viagem foi um tanto quanto sossegada, mas a jornada começou bem antes, quando eu comecei a dar conta que deveria encaixotar as minhas coisas, desmontar alguns dos meus moveis pois iria sair de casa. Sair da asa nos pais, começar a voar por conta própria e perceber que agora quem é responsável pela minha pessoa será nada mais nada menos do que a minha própria pessoa! Qualquer problema que eu tenha, meus pais estarão a seis horas e meia da minha casa, e mesmo que eu bata os meus pezinhos, eles não vão chegar mais rápido... Éééé nega! Agora sou eu comigo mesma.
Alias, eu morando sozinha deveria no mínimo virar um reality show de comédia, no mínimo! Globo produções, oi!
Mas morar longe dos pais e perto do paraíso tem suas coisas ruins... a falta que os meus amigos já me fazem é uma coisa incrível! Eu sempre fui mais família e particularmente, com poucos AMIGOS de verdade. Prefiro assim, sei em quem confiar! Mas como já dizia meu queridíssimo Dom Corleone: mantenha seus amigos perto, e seus inimigos mais perto ainda, basicamente é o que eu faço =)
Acordei para a realidade quando me vi dentro do ônibus, com as minhas malas e pensando na noite anterior... Passei umas 10 horas com aquele frio na barriga que não passava por nada, e uma falta de apetite inexplicável. Não dormi nada. Minha ansiedade me corroeu por dentro e um aperto no peito me segurou toda a viagem. Um filminho da minha vida naquela cidadezinha pacata, da qual eu nunca saí por mais de dois meses, agora era o destino das minhas férias e o objetivo da minha saudade. Os meu pais, os amigos até meu gato, tive que deixar a 400km de mim, coisas que eu sempre tive e procurei manter tão perto, sentindo cada movimento...
Como vou conseguir cuidar dos meus amigos? Dar as broncas que eles as vezes precisam e pedir o colo que só eles tem? E como eu vou ficar sem a minha mãe por perto para me dizer o que fazer sempre¿ como a vida quer que eu me lembre de TUDO o que eu tenho que fazer? Não consigo fazer isso sozinha... ou pelo menos penso que não .-.
Eu vejo meus amigos, parentes próximos que com a minha idade e mais velhos ainda vivem com os pais e por eles são sustentados. Ok, minha independência não veio por completa, mas poxa! São 400 km, seis horas, muito s e muitos minutos longe! Eu tenho só 18 anos e já fui parar tão longe? Já não vou poder ver os meus pais com frequência e coisa e tal, COMOFAZ?
Apesar de tanto "desespero" [que na verdade é a vontade de conhecer o novo, aquilo que ainda não tem forma nem jeito], eu estou satisfeita comigo mesma. Satisfeita por ter conseguido entrar em uma Universidade Estadual só com três ou quatro meses de estudos [NÃO FAÇAM ISSO EM CASA!] e ainda obter uma boa colocação. Em suma, eu consegui calar a boca de todo mundo que um dia falou que eu não ia conseguir nada, nem sequer uma faculdade particular não reconhecida pelo MEC. CHUPA ESSA MANGA MEU AMIGO!
Escutando ultimamente: Banda Vismundo
Apesar de tanto "desespero" [que na verdade é a vontade de conhecer o novo, aquilo que ainda não tem forma nem jeito], eu estou satisfeita comigo mesma. Satisfeita por ter conseguido entrar em uma Universidade Estadual só com três ou quatro meses de estudos [NÃO FAÇAM ISSO EM CASA!] e ainda obter uma boa colocação. Em suma, eu consegui calar a boca de todo mundo que um dia falou que eu não ia conseguir nada, nem sequer uma faculdade particular não reconhecida pelo MEC. CHUPA ESSA MANGA MEU AMIGO!
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