sexta-feira, novembro 19

Ah o amor...


'Eu era tão tão feliz 
e não sabia amor
fiz tudo o que eu quis
confesso a minha dor
E era tão real
que eu só fazia fantasia
e não fazia mal
e agora é tanto amor
me abrace como for
te adoro e você vem comigo 
aonde quer que eu voe.'

    Deitava no peito dele, quente e suado, com o coração disparado. Era tudo o que eu tinha. Era tudo o que eu precisava. Nele eu cabia inteira, e ele dentro de mim, repousava o que lhe favorecia. Era o momento no qual os dois era um. Eu era apaixonada por um corpo que me deixava segura do restante do mundo. Achava que a vida era só aquele tronco longo e forte, que nunca mais iria me apaixonar por outro e amar, muito menos!
    Amar não é só carnal. Muitas vezes, amamos sem nunca termos sequer beijado o outro. Muitas vezes achamos que amamos e nem chegamos próximos disso...
    Com ele, acredito que eu realmente amei, pois consegui entregar o meu corpo e a minha alma nas suas mãos, e ele não deixou de lado. Ele respeitou cada parte de mim, até o dia em que perdemos a razão... E amar com razão, dá certo? Acredito que não e talvez tenha sido a própria razão, raiz dos meus problemas.
    Amar é perder-se na ausência de gravidade; é ver que apesar de tudo, ainda tem-se alguém que vai fazer com que tudo se resolva, por mais complicada que seja essa equação.
   Amar está acima de querer, de beijos, de corpo, de pele e calor. Já a razão, está a baixo da frieza, do arrependimento e da mágoa. Ou se é razão, ou se é amor ou não sabes o que quer.
   Aprendi isso até hoje a ser o meio termo, coisa que descobri ser um tanto quanto complicada! Prefiro o amor, que por mais complicado que seja e por mais mágoas que traga [aparentemente] é o que me faz sorrir ao menos uma vez por dia, é o que me permite ser sincera comigo mesma!

Precisava falar sobre .-.

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