domingo, setembro 16

Agagaguaga

   Contar-vos-ei o que me aconteceu na última semana.
   Tudo começou quando eu decidi que antes de ir para Águas de São Pedro começar meu curso, eu iria para Araraquara na casa de um amigo que lá estuda. Pois bem, 5 dias eu passaria com ele, descansando, evitando o contato com qualquer outra pessoa que não ele. Dois dias antes de eu partir para Araraquara, uma novidade: brigas em casa! Não sei como ainda não fui capaz de me acostumar com isso... Partir. Viagem longa. A ansiedade de não sei o quê não me deixou dormir e nem parar de tremer. Finalmente, depois de 4 horas, um abraço sincero e um sorriso no rosto.
   5 dias. 5 curtos dias. 5 novos amigos. Engraçado foi ficar em uma casa com 6 homens e não ter nenhum problema com isso... Nenhum foi engraçadinho, nenhum faltou com respeito.
   Se eu tenho algo a dizer dos meus últimos dias é: não existe em qualquer que seja o mundo coisa melhor que, ao amanhecer, se deitar no peito de quem se ama apenas para escutar o seu coração bater. Eu já disse isso, ou melhor, eu sempre digo isso e ninguém acredita. Não há dinheiro, viagem, comida, roupa nova, faculdade, nada, nada é tão bom quanto poder escutar o coração de quem se quer bem, bater. Não digo necessariamente aquele amor romântico. Todo tipo de amor é bem vindo. Mas nada é melhor que escutar aquele tu-dum as vezes descompassado, as vezes acelerado.
   Os meus últimos 5 dias me serviram para ver o quão importante cada segundo pode ser e quão rápido ele se vai. Um piscar de olhos e as coisas já não são da mesma forma...
   Meus últimos 5 dias foram os dias mais sossegados da minha vida. Não precisei me preocupar com absolutamente nada que não fosse de interesse apenas meu. Só agradeço a quem me permitiu isso.
   Aliás, fica a dica que nem toda república masculina é só putaria, beijo na laringe!

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