quarta-feira, junho 13

Classes Literárias?

   Minha primeira aula de terça-feira é Literatura. Nunca fui lá muito fã da matéria em sim, mas sempre gostei de livros. O dia em que conheci o professor que nos daria aula, consegui ficar de todas as cores possíveis pois, apesar de não aparentar muito, sou estupidamente tímida e ele chegou logo em minha pessoa para falar, no meio da aula: "Nossa, mas você é bonita mesmo hein?!" Eu não sabia o que fazer. Na realidade, nunca sei o que fazer com elogios: não sei se os coloco no bolso, se o pago com outro elogio, se o deixo lá com a pessoa e saio andando... realmente não lido bem com isso. Mas esse não é o ápice do post. Passada esta apresentação entre eu e meu professor, vulgo O Magriço Cibernético, segui apreciando cada aula que ele dava pois está ai uma pessoa bem sucedida: nunca tive uma aula de literatura com alguém que realmente amasse a literatura como ele! Em certa aula, o homem começou a recitar Os Lusíadas, DE CO RA DO! Como não passar a amar Os Lusíadas, né? Porém, todavia, contudo, na última aula (ontem, para ser mais exata), me decidi por não assistir as próximas aulas...
   Segundo o professor Laudemir, "quem ama sente saudade da pessoa amada" e ao término deste fragmento de frase, eu repentinamente me vi sentindo saudade de tantas pessoas... O pior mesmo, não foi o fato de eu repentinamente sentir essa saudade, foi o fato de que não eram os meus pais os primeiros em que pensei.
   Uma vez ouvi que amores platônicos eram bons porque davam esperança às pessoas, mas que também eram ruins, pois essa mesma esperança podia gerar desespero e tortura por não poder nunca ter a pessoa amada. Não entendia isso. Hoje eu vejo que por mais que outros homens apareçam e me satisfaçam com boas palavras, conversas maravilhosas e beijos quentes, nenhum deles é aquele que me deixou deitar em seu peito e contar os meus problemas e angústias sem me julgar; aquele que riu das besteiras que eu falei não porque esperava algo depois, mas porque queria rir de verdade; aquele que me viu arrumada, desarrumada, com olheira, suada depois de um treino, ajeitada para ir para a um evento. Mesmo com tudo isso, ele continua a me ver e a fazer as mesmas coisas... Isso é tão estranho para mim quanto deve ser para você ver um elefante azul.
   Tantos outros que valem a pena e que se eu quisesse, poderia dar certo e no fundo eu só amo aquele que eu sei que é impossível. Romantismo, maldita seja essa classe literária que os loucos criaram a fim de satisfazer, de alguma forma, os seus problemas fisico-emocionais.


   Playing: russos e franceses conversando no filme O Concerto.

Nenhum comentário: