quarta-feira, novembro 24

Letters to Juliet

    Estava a Júlia em seu lugar, veio a professora de inglês para lhe mostrar um filme de romance. Se fosse num dia comum, tudo muito bem, tudo muito lindo. Mas não era. Eu, uma noite antes, li coisas que não me fizeram bem e acabei dizendo coisas impulsivamente que fizeram com que eu magoasse uma pessoa REALMENTE especial. Bem, começamos a assistir o filme 'Letters to Juliet' durante a aula e eu pedi para levar o DVD e terminar de assistir em casa. Sim, eu estava implorando por mais motivos para chorar, já que um não me bastava! Ah! Qual é?! Sou mulher, com licença!
    Sentei no sofá, sem ânimo algum de chorar mais por ele [é, eu errei, ele errou, todos nós erramos! Somos seres humanos, temos esse direito garantido divinamente!], e comecei a assistir o tão romantico desfecho daquele filme. Eu estava deprimida. Deprimida assisti um filme bom. Filmes bons me fazem refletir na vida. Parei para refletir sobre tudo. E eu estava deprimida, assistindo um filme romântico e refletindo 'e se eu tivesse uma segunda chance para encontrar o meu amor verdadeiro?'. Conseguem imaginar como terminou? Bom, não cortei os pulsos pois estou aqui, digitando. Também não comi horrores de chocolate porque ultimamente toda a comida que eu mastigo se apaixona pelos meus dentes e quando ela chega no estômago, quer voltar para a boca. Bem, eu parei o mundo para procurar sobre Shakespeare e um dos seus mais lindos e trágicos textos: Romeu e Julieta.
    Toda [ou quase toda] obra de Shakespeare tem sangue, morte e muito amor. O relato de qualquer situação é tão intenso, que eu, particularmente, consigo me transportar à cena, ouvir os personagens e sentir o calor de seus corpos... sentir o sangue espirrando em mim também. É puro delírio! [voltando] O filme trata muito bem de todo o amor que nem Shakespeare nem os seus personagens foram abençoados em sentir e aproveitar. 
    A história se passa na Itália, boa parte em Verona, onde existe a Casa di Giulietta, onde mulheres escrevem cartas desesperadas sobre seus amores impossíveis, namoros com finais tristes [que não o casamento], conselhos. O muro da casa é cheio de cartas, bilhetes, posts, que eram recolhidos pelas Secretárias de Julieta cujas as cartas respondiam e selavam, destinando às mocinhas do mundo inteiro que ali estiveram.
   Amores verdadeiros não tem data de validade. Não tem um sabor único e não custam mais do que uma batida do coração ou um olhar sincero. Um amor verdadeiro não necessita do toque. O amor verdadeiro vem de dentro. Surge quando paramos de procurar e entendemos que ele é mais do que uma estação: é uma cicatriz que não machuca, não incomoda e não é feia. 
   Dica da fofa: leiam Romeu e Julieta [nem que seja uma versão resumida, por favor!]
assistam Letters to Juliet [Cartas para Julieta]
viagem para um lugar sossegado, onde você tem certeza que se sentirá em paz [mesmo que for pra viajar até a sua cama .-.]
comam Talharim!

Chega por hoje né? =)

P.S.: essa pessoa que eu tive a capacidade de magoar, bom, aparentemente aceitou as minhas desculpas, se é que isso vos interessa .-.

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